Terça-feira, Fevereiro 12, 2008

Criativos da treta

Mesmo correndo o risco de passar por um daqueles reformados que não tem nada para fazer além de reclamar por tudo e por nada, a mais recente vaga de anúncios anda a mexer-me com os nervos, pelo que tenho de desabafar!

Exemplo 1: Campanha Portugal Telecom
Mostra os Gato Fedorento a fazerem partidas ao telefone. Numa altura em que tanto se fala das chamadas falsas para o 112, não há dúvida que o sentido de oportunidade foi excelente

Exemplo 2: Campanha Vodafone
Por ocasião do Dia dos Namorados, data só por si estúpida que nem uma porta, a Vodafone incentiva as pessoas a declararem o seu amor, sendo que muitas dessas declarações são graffitis. É que eu gosto mesmo de ver escarrapachado na parede da minha casa que o Zé Pintas curte bué a Etelvina

Exemplo 3: Montepio Geral
Esta instituição defende que os seus clientes são donos do Banco. Será que se eu entrar numa agência e quiser levar um computador para casa eles deixam? E se eu entrar no cofre para levar uns sacos? No fundo, guardar no Banco ou lá em casa é o mesmo, certo?

Exemplo 4: BANIF
Para além de nos transmitirem a ideia que acreditam na existência de centauros, não ficam com a impressão que se por acaso entrarem numa agência com um boi se arriscam a sair de lá transformados em minotauros?

Haja pachorra para esta gente...

PS: com este textozito encerro a minha participação no Notícias do Chupa. Foi giro, mas acho que é tempo de encerrar este ciclo

Segunda-feira, Outubro 01, 2007

As pedras


Sempre reconheci as pedras que me atiravam á cabeça na minha dolorosa meninice. Aquelas pontiagudas eram as minhas preferidas.. faziam logo um golpe profundo, bem desenhado, colorido com o vermelho vivo do meu sangue. As mais lisas eram engraçadas... assemelhavam-se a discos quando atiradas. Era tão belo ver aquele aerodinamismo que de bom grado colocava a minha cabeça á sua frente, alterando a trajectória do rude pedragulho.. não, não podia falhar-me a mona! Não, não podia limitar-se a rasar a orelha esquerda.. um vôo daqueles merecia equimoses! Merecia hematoma! Ora toma! Hoje é diferente.. a minha vida tornou-me esteta. Quando absorto vou dando pontapés nas pedras enquanto fumo um cigarro.. mas depressa sorrio.. coloco-me de gatas.. e encarrego-me de substituir o pé pelo crânio. E assim vou gatinhando, naquela vereda escondida do fim do mundo, dando alegres e confiantes cabeçadas nas pedras. Ora pontiagudas, ora lisas, brutas, deformadas, toscas e agrestes.. são as minhas pedras.


( Há quem passe uma vida a dar cabeçadas nas paredes.. eu prefiro os meus calhaus. Sempre vou viajando..)

Sexta-feira, Junho 29, 2007

A força da verga

Tu e eu descendemos dos homens e mulheres mais sedutoras e férteis do mundo. Já reparaste quantas gerações imaginárias tivemos de percorrer para aqui chegar. Sempre que existe sexo e procriação, existe uma reunião de características de dois seres que permitem mais ou menos acção e resistência perante tudo o que nos rodeia. Durante este percurso muitos não evoluíram, foram eliminados, eu e tu estamos aqui e..... Recomenda-se.

Abraço a todos, até já.

Terça-feira, Junho 26, 2007

Quo Vadis... BIGMAC?

Regressei a casa... e a casa tem um estranho odor. Cheira a quê?...


( Não.. ainda não cheira a BIGMAC )


Dei um pontapé na porta... facilmente cedeu. Ao fazer a sua viagem directa ao solo numa louca vertigem, embateu violentamente na cabeça de um mendigo...


( E não.. não era o BIGMAC )


Ah!! O cheiro a sangue, a estranha putrefacção de um crânio humano esmagado contra um pobre umbral. Hérculeos ombros qual Atlas olimpico suportando a agonia daquele pobre animal... Mas « era apenas um corvo e nada mais... »


( E a demanda pelo BIGMAC... e a demanda pelo BIGMAC... )


A ti que não me ouves, mas que certamente me lês.

A ti que nunca me ouviste mas tenho a certeza que me leste..

A ti que... a ti que... caramba, a ti que...


Foda-se!! Começo a irritar-me! Quem gamou o meu BIGMAC ??




Terça-feira, Junho 12, 2007

Parabéns, RAF !


E pronto.. aí está finalmente um best-seller.. podem testemunhar a emancipação do canídeo mais conhecido da blogosfera e arredores na FNAC do Colombo, dia 23 de Junho pelas 17h32. Se ousarem aparecer ás 17h30 poderão ocupar essa longa espera de 2 minutos com as mais variadíssimas activades lúdicas, das quais destaco:
- Concurso de acerta ao poste. Mostra que és capaz de alçar a perna mais alto que os maiores.
- Eleição da Miss T-shirt conspurcada com pastéis de bacalhau.
- Cantar tirolês com a participação deste vosso ignóbil voyeur e do próprio autor do best-seller. ( Nota: as canecas que nos farão cantar tirolês serão suportadas pela assistência do comovente espectáculo ).
Tudo isto para dizer... parabéns meu amigo RAFEIRO PERFUMADO, e que seja apenas o primeiro passo de um passeio entre gigantes.
Abraço pleno de orgulho deste idiota que te adora!

Quinta-feira, Junho 07, 2007

O Homem «Informatizado» ou o meu PC complicado?

Sempre em busca da perfeição e com dificuldades normais no que toca a compreender o PC com que trabalho, encontrei algumas afinidades com o «hardware» e «software» que hoje em dia nos temos que relacionar e os HOMENS...

Apesar de não concordar com rótulos, eis algumas definições indicadoras de como é difícil coordenar características que parecem ser mais valias e no entanto são apenas «funções» inadequadas a gritar por correcção:

HOMEM ANTI-VÍRUS: Vive para vasculhar a nossa vida para ver se acha algum podre.

HOMEM E-MAIL: Tem sempre algo a dizer, mas 90% é lixo.

HOMEM NO-BREAK: Quando é preciso até dá um empurrãozinho, mas só por 10 minutos.

HOMEM 286: Tem pouca memória. Nunca se lembra de nosso aniversário, de algo que prometeu etc.

HOMEM MSX: Tem cerca de 20 anos, o boot é rapidinho, mas não faz nem o básico, só serve para joguinhos.

HOMEM HISTORY DO EXPLORER: Anota tudo que fazemos e por onde andamos, para atirar em cara um dia ou publicar no jornal do mexerico.

HOMEM DISQUETE: Está ultrapassado há anos, mas ainda insistimos em usá-lo.

HOMEM IMPRESSORA EM REDE: Achamos que é só nosso, mas volta e meia encontramos outra pessoa a usá-lo.

HOMEM IMPRESSORA MATRICIAL: Faz mais barulho do que serviço.

HOMEM SCANNER: No primeiro encontro olha-nos de cima a baixo.

HOMEM MOUSEPAD: Também conhecido como tabuleiro. Esfregamo-nos nele o dia inteiro e ele fica exactamente como estava.

HOMEM TRASHCAN: Adora guardar tralhas e nós é que temos de deitar o lixo fora constantemente.

HOMEM HELP DO WINDOWS: Nunca responde às nossas perguntas, quando responde não é o que queríamos ouvir. Isso quando não responde com outra pergunta.

HOMEM NEXT: Dizem ser o verdadeiro homem perfeito, mas ao ser encontrado não tem nada a acrescentar.

HOMEM INTERNET: É o de fácil acesso, embora difícil de manter em linha.

HOMEM PROVEDOR: Está sempre ocupado demais para nos ouvir.

HOMEM WINDOWS: Todas sabem que não presta, mas ninguém vive sem ele.

HOMEM EXCEL: Dizem que faz muitas coisas, mas só é utilizado para operações básicas.

HOMEM WORD: Tem sempre uma surpresa na manga (geralmente má) e não existe ninguém no mundo que o compreenda totalmente. Corresponde a mais ou menos 99% dos homens do mundo.

HOMEM DOS: Todas o usaram, mas agora ninguém o quer.

HOMEM BACKUP: Deveria conter muita coisa, mas na hora do "vamos ver" não funciona.

HOMEM VIRUS: Também conhecido como MARIDO, quando menos esperas chega e instala-se. Na tentativa de o desinstalar perde-se alguma coisa; se o desintalares perdes tudo.

HOMEM SCANDISK: Todas sabem que ele é legal e só quer ajudar, mas por baixo da legalidade nunca se sabe o que ele está a fazer.

HOMEM PAPEL DE PAREDE: Não serve para nada, mas é visualmente agradável.

HOMEM MOUSE: Só funciona quando é arrastado e apertado.

Lembras-te de mais algumas? Queres corrigir as apresentadas por forma a melhorar o panorama? A lista continua por actualizar...

PS: só não vale, por agora, retribuir no género, isso ficará para outra altura, prometo...

Saudações

Terça-feira, Maio 29, 2007

Let's talk about sex, babes... oh yeah..

Para explicar aos dilectos leitores deste espaço a foto que esse paparazzi grotesco denominado BIGMAC colocou ali ( sim, ali ) em baixo terei que vos confessar um pormaior ( sim, maior... não viram porque estou de costas... e cuidadinho com os pensamentos sobre as minhas MÁSCULAS costas... juizinho nessas cabecinhas ocas ): eu detesto sexo! Abomino essa coisa... mete-me nojo. Estava a fazer um casting para o homem-aranha mas a porcaria do fato encolheu quando a minha mãe o lavou a frio. Fiquei a saber que existe algo que encolhe com água fria...

Voltemos á vaca fria ( a porcaria dos dedos estão a levar isto muito a frio ) porque o assunto é quente. Sexo. Ou o porquê de o achar ainda mais grotesco que o já identificado paparazzi.

Comecemos pela brutalidade fisica que esse acto exige... violentos abdominais acompanhados de flexões durante cerca de uma hora nem o imbecil do meu sargento de instrução da minha saudosa recruta me obrigou a suportar, após ter incendiado a caserna a assar chouriços durante a madrugada! Depois os estranhos barulhos... aqueles horriveis « schlops, schlops, schlops »... nem um cágado a rebolar-se numa poça de água faria tamanho chavascal! Depois as caras... as fisionomias que se distorcem, qual Jeckyl and Hyde, as deformações constantes que variam entre o palhaço Companhia e o Alien... e que raio é isso de troca de fluidos? O sexo é uma coisa abjecta e nojenta, digna de primatas e não de pessoas civilizadas meus amigos!

Palavra de macaco!

Quarta-feira, Maio 16, 2007

Where is Voyeur?

Desapareceu algumas semanas atrás um dos maiores maior bloguistas Português. Recebemos inúmeros pedidos de senhoras de todo o mundo reclamando uma intervenção enérgica por parte das autoridades de busca. Por solidariedade diga-nos se sabe algo desta pessoa.

Deixamos aqui a ultima fotografia conhecida do desaparecido:



Segunda-feira, Maio 14, 2007

Imperdível



Pela 1ª vez publico um vídeo, é realmente imperdível.

Quinta-feira, Maio 10, 2007

Denúncia


Sexta-feira, Maio 04, 2007

O lado certo do problema

Quinta-feira, Abril 12, 2007

Cinema


Tenho uma amiga que é especializada em cinema.. é fascinante ouvi-la falar, expor os seus pontos de vista, sobre filmes que eu nunca vi na minha vida.. tenho que colmatar essa falha no meu intelecto, para estar apto a argumentar com ela. Tenho que saber ver cinema pelos olhos dela! Tentemos analisar uma série televisiva, para não dar um passo maior que a perna.

A acção trepidante que prende o espectador do primeiro ao ultimo minuto, deixando-o sem fôlego e ansiando por mais e mais decorre num mundo (re)inventado de cores e fantasia. Talvez bebendo da mesma fonte que um Tim Burton, talvez comendo as migalhas deixadas por um Ridley Scott, este mundo tem um magnetismo muito seu, fazendo com que nos apeteça dar cabeçadas no televisor até conseguir penetrar naquele fantástico universo...

A personagem principal é um hino á bravura... recorda-nos um anti-herói dos contos medievais.. compará-lo a um Magriço pecava por escassez de honorabilidade... a personagem feminina é a Joana D'Arc dos tempos modernos, a eterna romântica... Noddy e a macaca Adriana foram feitos um para o outro, pincelados com um arco-iris de emoções...

Viagem até lá... Noddy. Um marco na história da caixinha mágica.

Quarta-feira, Março 14, 2007

E tomates, Sr. Primeiro Ministro?


Embriagados com o auto-intitulado papel de Polícia do Mundo, todos os anos a administração americana elabora e publica um relatório em que denuncia os países onde, no seu entender, existem violações aos direitos humanos. Invariavelmente, tal como neste ano, Portugal consta desse relatório, pelas situações de violência policial e maus tratos infligidos à população prisional.

E o que faz o nosso Governo perante isto? Cala-se, baixando a cabeça (para não dizer as calças), como um menino travesso a ouvir o sermão do papá disciplinador. Vocês desculpem lá a comparação, mas os EUA recriminarem Portugal por violação dos direitos humanos é como um pedófilo a ralhar com uma criança por esta não ter lavado as orelhas ou o Alberto João Jardim a dar aulas sobre contenção verbal!

Então esses camelos (sim, camelos) que têm prisões secretas, que transportam presos para países onde a tortura é “legal”, que enjaulam pessoas durante anos sem acusação ou julgamento, que invadem países e derrubam governos unicamente por interesses económicos, um país onde as últimas duas eleições presidenciais foram marcadas por fraudes, onde as prisões e respectiva fauna são uma das maiores inspirações para Hollywood, têm a lata de nos virem dizer que nós damos uns estalos a criminosos?!? Eu não defendo que a situação em Portugal seja perfeita, longe disso, agora nós não nos metemos a apontar o dedo aos outros! Era como se Portugal elaborasse um relatório a apontar as falhas dos países da União Europeia sobre, por exemplo, hospitais ou sinistralidade rodoviária:
- Ó Suiça, temos aqui um problemazito de trânsito, olha que ainda no último mês foram partidos três farolins, amolgados 4 pára-choques e houve um gato que ia sendo atropelado!

Ó Sr. Primeiro Ministro, seja lá homenzinho e, da próxima vez que os americanos vierem com essas tangas, mande-os pura e simplesmente enfiar o relatório pela peidola acima (da deles, claro, tire lá esse sorriso da cara). Ou então, se sentir que está num daqueles dias mais corajosos, ofenda-os a sério:
George Bush – Vocês batem nos presos!
José Sócrates – E vocês são americanos! Toma! In your face! Incha!

Nesse dia, Sr. Primeiro Ministro, terei pela primeira vez orgulho em si...

Até sempre,
Rafeiro Perfumado

Quinta-feira, Fevereiro 08, 2007

ARS LONGA.MENTE PELO SEGREDO


O
riso
emerge
da representação
imaginária desdobrando-se
no próprio sentido da percepção individual.

A sátira da vida contrasta com os valores apreendidos, instiga a reflexão, enraizando-os lúdicamente para que lhes possam extrair todo o significado visualizando novos caminhos que vos negam o senso. Usem!!! Abusem do sarcasmo ao vosso gosto, apresentem-no num prisma de opções pelas quais os vossos seguidores provem o seu sabor procurando a verdade. Esta é uma representação que não quer ser só uma adaptação do antigo, é o significado de tudo, é a preparação do presente com olhar no futuro, é um aviso para gerações vindouras na sua instituição dos códigos de valores. Sorriam! Mas lapidem o seu significado surreal pela soma dos momentos transcendentes que captaram, mesmo que alguns na cegueira possam apelidar-vos de alquimistas das fezes. Palavras gritadas após o término da peça de Angry Vildog, famoso dramaturgo, ao seu grupo de actores num espectaculo de beneficencia em Paradança, sua terra natal...
- Lindo... Lindo... Angry, belas frases Vil...dog... aghrrr... cof... cof! Vociferava exuberante e roucamente Lamule Russeau.
- Lamule, se não fosses tão estapafúrdio, certamente já tinhas sido promovido a encenador, vem cá! Vou curar-te isso com esta receita oriental. Ora bem, aqui diz para apontares o meristema apical, ou seja o bico do supositório para a cavidade recto-anal, fazendo pressão e forçando a entrada pressionando ainda mais, até sentires cócegas no pâncreas e espirrares três vezes seguidas em Mi menor. Afirmou Sophy Sup, resgatada do teatro central de Pequim pelo seu marido algarvio embarcado nos cruzeiros. Como cu*-autora de alguns trechos menos lubrificados da peça, proferia algumas directrizes medicinais ao mesmo tempo que retirava as indumentarias de Engrácia
- Atchum... Atchuimmm... Atchimmmmmmmmmm.
- Se continuares a treinar talvez atinjas o Nirvana, vá, vamos lá outra vez.... Mas vacuidade moço que o mar tá bravo ainda molhas as nalgas! Até parece que foi ontem que te peidaste violentamente.
- Não preciso de chegar ao "nevana" para ser encenador, só tenho de sair desta vila de loucos com saúde, não tenho de mendigar a um bissexual marinheiro e provinciano para me alinhar os olhos em bico. E não precisas de me perguntar se eu sei o que é mendicidade? Claro que sei, Men di cidade, "homem da cidade", dah!
- Cala-te ruminador de riquezas, tu, onde os dias roem os ânus. Outras que tens não usas! Cala-te e cura-te!
- Não desfazendo, minha chinezinha preferida... Mas a chaga é doce.
- Pois cala-te, quando abri o armário, veio assim um cheiro antropomorfo... Faz como o meu marido, fecha-o na gaveta da escolha certa!
- Chega de arestas linguísticas, chega de heresia manuseável, usem o sarcasmo como o sol vos usa, trespassem esses cumes e essas cristas navegando na poesia, vão até ao mar saltando em versos, em palavras que lavram terra! Saiam dessa existência, ouçam a música que atravessa privações, vivam a alegria, consumam amores selvagens, sacrifiquem-se pelo perdurar da vossa arte tão intensamente como a ignoraram até agora! Afirmou Angry interrompendo aquele desventrado bulício rectal.
A sala encheu-se de vazio no caminho iluminado pelo calcorrear da saída. Mesmo lá fora sentia-se o broar temporário das palavras até ao recomeçar. Os sinais das ervas moídas por pegadas desprovidas de vida eram evidentes, arbustos desviavam ramadas da insignificância esparsa. O pó ocre das passadas erráticas entranhava-se na pele e na roupa desfigurando a visão abafada pelo ruído humano da alarvidade tecida numa curta representação artística. E num sussurro imperceptível lançou novamente ao vento "em breve meu amor...em breve... irei chamar-te"
Entre o plácido caminho que silenciava o ruído e a ignorância, passavam esses vultos disformes absorvendo momentos. A exigência era dissimulada na mais profunda inércia perante os movimentos exteriores. Qualquer transeunte que penetrasse na seda urdida pela experiência que o tempo confere seria imediatamente sugado na energia excedente. O brilho que leva à loucura transformar-se-ia na delícia da sensatez. Daí caminhavam procurando restabelecer algo que nem sonhavam, cada vez mais perdidos. Quando voltarem atraídos no desconhecimento, sentindo-se mais fracos, questionarão o que fazem ali...
- Ó tu, que possuis um apetite a caminhar para o opíparo, chega aqui... não receies!
- Como?
- Espero-a desde a primeira vez! Algo terá de ser transmitido e recebido apesar da sua desconhecida surdez só permitir o olhar desatento.
- O quê? Pergunta ela.
- Não sei... Diga-me! Mas calmamente e seja clara.
- Nada lhe tenho a dizer! Responde confusa.
- Se nada tem a dizer siga o seu caminho, porque voltou aqui?
- Tive a sensação que tinha algo para me dizer!
- Nada tenho para lhe dizer! O que procura?
- Perdi-me do grupo que acompanhava.
- Todos se perdem quando passam aqui e nada dizem. Saia dessa vida de silêncio mudo, lembre-se que tem uma vida para contar, dê-lhe significado! Realce-lhe o brilho e a cor. Escreva-a com sangue não para que a leiam mas para que a decorem!
- Quem é você?
- Simplesmente alguém que a ouve muito bem mesmo que esteja na sua paz do silêncio.
- A tua arquitectura mental torna belo o feio, sublime o bonito e transcendente o mundano, já que consegues tanta coisa, será que não me conseguias endireitar os dentes? Ah, lá estão eles... apontando para o grupo ruidoso. Afastou-se sorrindo aridamente do meu desencanto, não seria a última vez.
Não pode ser! Fundia-se o pungente grito nas asas das gargalhadas erguendo-me acima do tudo. Novamente tinha mudado de corpo, novamente teria de nascer protegido pela juba do Leão que já fora, assente nas patas do camelo sulcando aquelas ardentes areias com um só destino, retirar o véu ao conhecimento sedento de atenta lisura, devassar o futuro sem receio do presente. Não pode ser mas é! Gritava no mais profundo frio da alma desmoronando areias seculares que se abriam em segredos ainda hoje desconhecidos pelos crentes ao tentar inventar o nada. Ali estava ela, a paixão, o segredo, a raiva ódio e ciúme, a traição de Deus pela erosão da verdade. Finas areias espalhadas em ondas geometricamente definidas em equações resolvidas. Descoberta pelo grito, recolhida pela razão mas escondida na inexistência da lógica. Observando aquele sublime vapor colorido que me entranhava a essência do ser explicando-me o porquê de toda a descrença, negação descontente de qualquer forma divina apresentada fora da sombra do interesse. Ali estava ela, orgulhosamente superada de virtudes transmitidas pelas paixões e espasmos desgarrados, músculo da sabedoria erguendo o ícone da esplendorosa beleza à sua esperança mais elevada. Nada mais existiria, todo o cortejo dos anos tinha sido imediatamente apagado transformando-se serenamente sem reservas naquela forma limite.
Regressou alguns minutos depois questionando-me:
- Que tenho para te oferecer, que te posso dar que ainda não tenhas tido?
- Simplesmente tu!
- E tu o que tens para me dizer, o que tens para me dar?
- Novamente te digo, nada tenho para te dizer nem para dar, tu és tudo e tudo tens!
- Pois digo que os meus olhos nunca viram um homem, nunca se encheram nem a metade com mais do que a imagem da populaça!
- É só isso que teria de ouvir de ti, não to poderia dizer soltando aos gumes do vento palavras vãs, é isso que procuras! Saberás reconhecê-lo na sua própria grandeza quando todos os teus desejos se afunilarem nos subornos do querer ver, quando o eco do teu querer mesmo após a tua morte for ainda mais escutado no outro mundo.
- Quem és tu? Tenho de perguntar novamente! Quem pensas que és para me transmitir palavras mais importantes e sábias de todas as que ouvi até agora?
- Alguém que te espera pelo mais alongado que a espera tiver, alguém que te receberá sempre jovem mesmo que percas ou renuncies à ávida capa que te conferem os traços e dons da juventude, alguém cujo calor te aquecerá mais do que mil homens friccionando-se no teu querer inconsciente de elogios previsivelmente vaidosos, alguém que te limpa do pudor amargo do pó sujo que respiras e que te revolve as emoções normais devolvendo-as ao verdadeiro voo da imaginação sedenta do sentir. Vem amanhecer da minha noite, onde a morte se finda e a vida se pausa, segue para o negro amanhã, logro do mais brilhante resplandecer gritante, neste vácuo do silêncio da minha existência outorgada em mesclas matizadas com inebriantes perfumes divinos.
- Não posso continuar aqui contigo!
- Eu sei e tu também sabes o que deves fazer.
Redimensionada a consciência reflectida numa única unidade, numa única conversa, que faria além de esperar? Qual o tamanho ilusório do sofrimento agora criado e sentido no depois? Só o tempo irá responder.
Não pode ser! De novo o grito, sentia tudo mais uma vez a transformar-se, da criança que sorria observando o tudo, erguia-se agora a única e majestosa figura possível, eu águia, «Et pluribus unum»... Gritou, distanciando-se de qualquer aproximação do algo mantendo no tudo, olhar imperial. Não pode ser! Quem sou afinal? Perguntava-me nas alturas fundindo com elas todo o conhecimento, revelando a verdade escondida. Pousada observava na sua magnificência trocando-lhe aleatoriamente os 5 ângulos absorvendo o até então invisível reflexo do único sol, Aton. Tudo havia que originava, sustinha e fazia circular vida como no local do sonho, pacientemente elaborado como profecia post eventum.
Menino nascido na areia aquecida no calor do pai Aton, meu menino. És rei!!! Terás esquecido que tal decisão foi sujeita a plebiscito e esmagadoramente reprovada?!? Despe os objectos ordinários da significância e neles descobrirás o sentido onde qualquer Engrácia se encherá de graça balançando na variação positiva do talento. A verdade que vês é aquilo que não consegues explicar a um cego. Vem anjo! Vem descobrir o sentido da existência despudorada e pungente, vem tanger o rasca através do peso das palavras que te procuram... Sequiosas. Vem juntar-te à tua sombra nesta incomensurável clareira de mitos, a sombra errática e vazia de percurso enquanto não a cobrires com a geometria da tua presença. Vem anjo menino. Rei nascido de árida rocha perdida à nascença e separada pelo sol e pelo vento em grãos de areia que se transformam em palavras, nessas palavras que formam frases... em frases que te dão vida... num texto.


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«Este post foi elaborado por BIGMAC através de uma colaboração de bloguistas onde DAMULARUSSA (Vacuidade, Mendicidade, Estapafúrdio, Antropomorfo, Opíparo) e OUTRO (Resplandecer, Mendicidade, Meristema, Plebiscito, Ontem), forneceram as palavras. IRRITADINHA ("Ora bem, aqui diz para apontares o meristema apical, ou seja o bico do supositório para a cavidade recto-anal, fazendo pressão e forçando a entrada pressionando ainda mais, até sentires cócegas no pâncreas e espirrares três vezes seguidas em Mi menor.", "Vacuidade moço que o mar tá bravo ainda molhas as nalgas!", "Vem amanhecer da minha noite, onde a morte se finda e a vida se pausa, segue para o negro amanhã logro de mais brilhante resplandecer gritante, neste vácuo do silêncio que a minha existência outorgada em mesclas matizadas com inebriantes perfumes divinos.", "Se eu sei o que é mendicidade? Claro que sei, Men di cidade, "homem da cidade", dah!", "A tua arquitectura mental torna belo o feio, sublime o bonito e transcendente o mundano, já que consegues tanta coisa, será que não me conseguias endireitar os dentes?") e RAFEIRO PERFUMADO ("Se não fosses tão espatafúrdio, certamente já tinhas sido promovido.", "E quando abri o armário, veio assim um cheiro a antropomorfo...", "Terás esquecido que tal decisão foi sujeita a plebiscito e esmagadoramente reprovada?!?", "Ó tu, que possuis um apetite a caminhar para o opíparo, chega aqui.", "Até parece que foi ontem que te peidaste violentamente."), constituíram as frases.

Domingo, Janeiro 28, 2007

Diálogo mudo da vida


Menino nascido na areia, meu menino. É rei. Quando ele era adolescente, recordo-me bem de o teu avô lhe dizer: "Dunas? Que vocábulo ridículo para aludires a um simples par de mamas!". Fiquei triste por ele não compreender a sensibilidade do filho. Criei para o teu pai um mundo especial. Fechou-se num horizonte limitado pelo egoísmo de uma imunda paixão. Criada por mim. Paixão sim! Que uma mãe sente paixão pelos seus filhos, e é uma paixão egoísta! Foi necessário protegê-lo de teu avô… Inspirada pelo meu menino ainda com poucas semanas de vida, ditei algo bonito O diálogo mudo da vida, acredito que por isso ele cresceu no Labirinto de uma vida inexoravelmente adiada. Adiada é certo, de sentimentos torpes. Escuta…

«Vida, mãe da racionalidade, primórdio de todos os medos. Sorumbática estrela, luminoso negrume da humanidade. Término das divindades. Equinócio da perfeição. De vontades ilícitas e explicitas. Meretriz de luxo, desejada por todos, tocada por alguns apenas. Extasiada por poucos. Amada por nenhum. Sobriamente embriagada pela sensibilidade desfocada. Nela, há ainda uma esperança vestigial, como as patas das cobras. Desnuda de sentido, repleta de significado, adornada de dúvidas. Perfumada com mentiras. Maquilhada de ilusões, as alvas mãos da sabedoria cartesiana, que te conduzem a uma verdade inútil. Fútil. Humanidade que delirou com a consciência que aquela ave era realmente assexuada, como um esquálido demónio alado.

Que bonita e agradável imagem têm estes humanos de mim. Acéfalos.

"Deixa-me ser ignorante, uma folha em branco sem pena e tinta para a preencher de medonhos conceitos, a minha insignificante existência. Não me escondas na caverna, é escura de ti. Tu, dom que eu pedi, és uma maldição. Sou cobarde, tenho medo de sofrer, e não sei usar este dom. Leva-me daqui! Por favor!"

O celibato foi então traído vezes sem conta, num desespero inigualável, o celibato que impuseste à compreensão, e por isso, suplicas. Estúpido humano. Sentes prolepses catarticas do que por mim ainda não passou. Humanidade miserável. Rasteja, implora pela vida, quando obtida pede exílio, recusa o que generosamente ofertei. Execra a forma como me dei. Os dejectos de uma Paz hipnoticamente presente... Não sejas cruel! Nem contigo, nem comigo. Não me retires funções!

Como te atreves a renegar a dádiva? Sabes o esforço que foi, conferir-te parte de mim? Como me queres eliminar se faço parte de ti?

Audaz cobarde… apelidando-me de maldição… Ante um vazio de oportunidades e uma multidão de emoções o medo corrosivo é inevitável. Leviatã dos tiranos. Toneladas de inteligência e criatividade trocadas por reles cêntimos de comodidade.
Fumegando de desassossego. Definhando pausadamente, esperando por um instante de atenção, uma réstia de humanismo iluminado, renascido por um qualquer demagogo barroco de fenomenologia dogmática.

Não te farei a vontade. Sou complexa., assustadora, mas não maléfica. Fonte das bases que precisas desenvolver, não o cessar de ti em mim.

Gostas de simbologias? Eu, de simbolismos, sou instituída…
Existem quatro elementos, todos diferentes e complementares entre si. Atenda no que te digo, excepções destas não se repetem. A água que refresca, lava a alma, purifica, é a reminiscência do espírito, infância escondida, amarrada a ideias quadrúpedes, de instintos predatórios primários. Aquece-a com o fogo, que, acalenta e alenta, coze a carne e congela o tacto, maiêutica da experiência. Descongela a alma com o ar quente, mas lembra-te, ele é poderoso e enigmático, quente e frio, dualidade nos trajes, o mesmo coração. Para filar essa dualidade agarra-te à terra, fecunda, fonte da maior segurança e dos coices mais imprevisíveis, origem do epicurismo que conduz ao sibilante estoicismo. Nutre-a com a água. Equilíbrio dinâmico. Pedaços de mim, que queres afogar no teu medo, adurir na tua dúvida, asfixiar com o nulo e por fim, enterrar, num local longe de ti. Para evitar remorsos. Não queres parir a consciência, receias as dores, os rasgos de alma que ela te causará. As insónias mal dormidas de pensamentos anestésicos.

Humanidade… território do medo, pátio do meu orgulho… Minha essência! Naquele espaço iluminado eram os diamantes que indicavam a entrada, mas nunca a saída… esse espaço a que chamam vida, espaço esse que sou eu. Vibrante… Coração inuit, primitivamente pintado a tons ebulioscópicos… tu!

Meu bom selvagem… um desapiedado vai mostrar-te a minha sensibilidade quando no escuro prenderes a minha cor, e no ruído reconheceres o meu silêncio. No nevoeiro me verás definida… sentirás o meu toque aquando da tua inércia em querer morder o meu odor…

Salgadas serão as alegrias e doces as mágoas. Aí poderei, confiante, afirmar que finalmente chegou…ao núcleo. O teu encontro com a verdade, a nossa unificação.
Percebes tudo o que te revelei? Sei que sim.
Coloca-te em frente ao espelho. É uma ordem, vai! Que vês?»

Percebes porque teu pai é aquele por quem Juno se apaixonou perdidamente? Minerva, tua irmã, aquela marota … Dentro de tudo o sempre foi liberal, acotovelou-se para gritar a esperança… Nasceu já adulta, menina criada e sabedora… Foi um parto interessante, sem dúvida. Honra te seja feita, a irrefutável similitude entre ti e Minerva é o facto de seres sua antagónica. Minerva é deusa da sabedoria e da guerra justa, tu jovem Marte, és o deus da guerra sangrenta. Quando Vénus esbarrigar Cúpido e Harmonia vais compreender o que agora li. Sim tens razão. Foi Minerva quem escreveu este conto, eu, tua avó Cíbele, apenas ofereci a inspiração, ditei ideias, não escrevi uma linha, foi Minerva quem articulou as minha soltas ideias… Nunca ignores a sabedoria de Minerva, nem a julgues fraca por ser uma das duas virgens… em Tróia algo aprenderás com a tua irmã… Dorme meu neto, a Mãe dos Deuses concede essa honra ao bravo filho de Júpiter…


«Este post foi elaborado por IRRITADINHA através de uma colaboração de bloguistas onde o BIGMAC e o RAFEIRO PERFUMADO forneceram as seguintes palavras: assexuada, liberal, Minerva, dunas, iluminado e celibato, horizonte, núcleo, labirinto, paz. DAMULARUSSA e OUTRO constituíram com as palavras as seguintes frases: "Fechou-se num horizonte limitado pelo egoísmo de uma imunda paixão.", "Cresceu no Labirinto de uma vida inexoravelmente adiada", "Os dejectos de uma Paz hipnoticamente presente......Não sejas cruel!", "Honra te seja feita, a irrefutável similitude entre ti e Minerva é o facto de seres sua antagónica", "Dunas? Que vocábulo ridículo para aludires a um simples par de mamas!" e "Delirou com a consciência que aquela ave era realmente assexuada", "O celibato foi então traído vezes sem conta, num desespero inigualável", "Dentro de tudo o sempre foi liberal, acotovelou-se para gritar a esperança", "Naquele espaço iluminado eram os diamantes que indicavam a entrada, mas nunca a saída", "Finalmente chegou…ao núcleo".»

Sexta-feira, Janeiro 26, 2007

Sabes o que eu penso da tua OPV?


Como grande accionista da Portugal Telecom, recebi recentemente uma carta do meu Banco a questionar-me se pretendia vender as minhas acções a 9,5 Euros, no seguimento da OPV lançada pela SONAE. Após uma olhadela rápida à cotação na Bolsa de Lisboa, constato que as mesmas acções estão a ser transaccionadas a 10,20 Euros.

Serei o único a quem estará a escapar alguma coisa? O tio Belmiro acha que pelo facto de fazer umas conferências de imprensa e dar umas entrevistas na televisão eu vou vender-lhe as acções perdendo dinheiro? Será que ele pretende que todos façamos um sacrifício de modo a que um português ascenda no ranking de fortunas da Forbes?

Eu até ando a dormir mal, tentando perceber o que se passa na cabeça do Engenheiro que o leva a considerar-nos a todos uns quadrúpedes desmiolados. Se bem que uma das frases ditas numa das suas inúmeras aparições públicas talvez possa explicar esta situação: “O meu filho tem conduzido muito bem este processo”. Isso deve ser o que ele diz cá para fora, porque lá em casa deve ser cada calduço que até fervem!

Acreditem que estou tentado a ir ao Continente e levar um plasma para casa, pagando 50% do valor marcado. Que foi? Só estou a imitar os métodos do homem mais bem sucedido de Portugal!

Um grande RAUF para todos,
Rafeiro Perfumado

Segunda-feira, Janeiro 22, 2007

Rasgos na memoria, ou lucidez inócua?


Caia a tarde, os raios solares já entorpecidos desciam sobre ti iluminando-te o rosto inexpressivo, o olhar apático perdia-se no horizonte , cobria-te uma manta puída pelo uso, segura pelas mãos inertes e engelhadas. A arrogante altivez outrora manifestada esvaíra-se no tempo …ahh, como o tempo nos rouba até a vida . Conheci-te quando? Há 50 anos talvez, chegaste vindo do nada, naquela manhã resplandecente , transportando contigo um mundo de fantasias que não ousaria nunca nem sonhar. Ficaste por uns dias, que se transformaram em meses. O meu irmão Joaquim andava radiante,”Finalmente uma companhia masculina para me acompanhar nos devaneios”, dizia.
Os dias foram seguindo o seu percurso pouco rotineiro, a paz que outrora respeitara as nossas vidas, foi remetida para longínquas paragens e a avidez daquele olhar sedento, que em segredo percorria o meu corpo efervescente, foi adquirindo cumplicidade, apesar da tentativa de insana recusa. Como pode provocar os desejos mais violentos de qualquer aberração ou doença acometida, tal olhar? Não…não quero…não!!
Passava o tempo, acometido de mil desejos e sensações abjuradas. Aquela noite transbordante de uma luminosidade apaixonante exercera sobre mim um fascínio incomensurável. Tu adormeceras recostado na enorme espreguiçadeira do alpendre e eu, imprudentemente, não resistira a olhar-te de mais perto, parecias agitado, aproximei-me, sentindo cada vez mais próximo o intenso aroma de cada pedaço da tua pele. As mãos tremiam-me, agitadas por uma comoção inevitavelmente estranha, era inegável que desde sempre aquela respiração próxima rondava-a como um abutre obstinado em variações circulares ao redor da sua jugular, e agora que estava ali tão à mercê de mim retraia-me pela ambiguidade do momento, numa luta sem tréguas entre o certo e o errado…..“Espera”…e senti as tuas mãos provocadoras tocarem-me, o nosso sangue pulsava na mesma cadencia de um cavalo sem freio correndo em liberdade, “estavas agitado, sonhavas? “ - “ Não...quando durmo pareço um vulcão, é na lava que adormeço e nas cinzas vou despertando e tu és o meu mais belo despertar…”
-“Deixa-me..o meu irmão está a chegar. Pode ver-nos...não…por favor....e tentava libertar-me do teu abraço quente e desejado …”
-”Largue-a!” O grito ecoou agressivo e elevador da prudência e do respeito". Era a “nha preta” que vigiava no silêncio da noite.
-“ Vai dormir ‘mammy’, não há problema….vai..”
Foram tantos os momentos…lembras-te quando por brevíssimos instantes de uma intimidade nunca publicamente havida, me mostraste o teu lado mais execrável , perguntando “mas não se arranja uma mulata?”, olhando ironicamente a velha preta que me amamentara e onde nessa negada realeza se erguiam mais e maiores valores, grandeza que havias descoberto abruptamente na noite anterior e, da forma mais vil, vingavas o teu desejo interrompido……como ousaste sequer sugerir? Olhei-te com indignação e tu, ainda em tom provocatório, tal como um aprendiz de feiticeiro, contribui com o seu olhar alaranjado para a efervescência do caldeirão” replicaste-” Que queres, um homem tem as suas necessidades e além demais…bom…tu sabes…!”, Odiei-te por isso.

Trimmm…a campainha tocara freneticamente…Devo ter dormido, que sonho estranho…
- “Quem é?..”Vem ver os gatos que nasceram esta semana, avó”…..são lindos", gritou… e numa tentativa de segurar o preto que parecia o mais reguila…”cuidado, não agarres o pequeno, olha que a mãe arranha-te”... sonhara...Agora ali estavas tu, inerte, sem desejos ou tesões contidas, sem brilho, um resto zero onde a soma dos dois foi um nulo resultado. Sem cumplicidades ou afectos, e por um ínfimo instante os nossos olhares voltaram a cruzar-se na mudez da vida. Extraordinário como até naquele silencio no buço pode haver um diálogo intenso.
-“Avó vem para dentro,já arrefeceu. Vou fazer um chá para nós .. A agua já borbulha “ e sorriu...Borbulha? Pois vai continuar a borbulhar, faz-te à vida!..pensei, antes que a inépcia a invada e a torne insípida, desgastada pelo tempo, sem lugar a retornos do ser-se feliz…..vai sim filha, antes que seja tarde...

E num sussurro imperceptível lançou no vento um “em breve meu amor...em breve...”


"Este post foi elaborado por DAMULARUSSA através de uma colaboração de bloguistas onde a IRRITADINHA e o RAFEIRO PERFUMADO forneceram as seguintes palavras: feiticeiro, vulcão, mulata, abutre, arranha,buço, realeza, borbulha, elevador e doença . BIGMAC e OUTRO constituíram com as palavras as seguintes frases “como um aprendiz de feiticeiro, contribui com o seu olhar alaranjado para a efervescência do caldeirão” “quando durmo pareço um vulcão, é na lava que adormeço e nas cinzas vou despertando”, “mas não se arranja uma mulata?” “aquela respiração próxima rondava-a como um abutre obstinado em variações circulares ao redor da sua jugular” “não agarres o pequeno…arranha”,Extraordinário como até naquele silencio no buço pode haver um diálogo intenso""onde nessa negada realeza se erguiam mais e maiores valores", "Borbulha? Pois vai continuar a borbulhar, faz-te à vida!", "o grito ecoou agressivo e elevador da prudência e do respeito", "como pode provocar os desejos mais violentos de qualquer aberração ou doença acometida"

Quinta-feira, Janeiro 11, 2007

Livro "O que é o amor"


Existem iniciativas que sem perderem o seu cariz comercial sáo de louvar perante quem as toma, este é um desses exemplos que deu a oportunidade a muitos habitantes deste mundo do "blogoberlinde" de mostrarem alguns dos seus dotes ao mundo exterior mas principalmente contribuirem para que iniciativas literárias inovadoras, algo que neste país não abunda - inovação, possam avançar em mais qualidade e quantidade. Sabendo à partida que muitos bloguistas têm intenção de publicar algo e que para isso utilizam estes espaços como processos de aprendizagem onde a critica dos amigos e desconhecidos lhes porporciona alguma medida de avaliação de dotes de escrita, só tenho de dar um grande (mais um) abraço ao Sr. Antonio Rosa por esta iniciativa, que perdoe-me, só peca por escassa. Muito mais se pode fazer nesta área.

Blog do livro: http://queeoamor.blogspot.com/

Domingo, Dezembro 17, 2006

E se fossem todos...



O governo preparara-se para despenalizar o uso dos cheques carecas, com o argumento que os nossos tribunais se encontram entupidos com processos resultantes desta prática.







O espaço em branco é para tentar demonstrar o quanto a minha alma ficou parva com a simplicidade desta ideia. Ainda bem que estou a escrever e não a falar, porque continuo com a boca aberta de espanto. Como é que ninguém se lembrou disto antes? Consigo até visualizar a reunião em que o génio criador desta ideia a transmitiu aos colegas. Até deve ter sido mandado ao ar, por ter arranjado um processo tão brutalmente simples e económico de aliviar os tribunais portugueses. Só espero que não se fiquem por aqui, pois se a solução passa por tornar legal o que antes era crime, as possibilidades são quase ilimitadas. Quantos processos por corrupção existem? E transgressões de trânsito? E por homicídio?

Só não mexam na Lei que proíbe o espancamento de políticos porque aí, meus amigos, não há-de haver quem vos salve, nem mesmo essa estrela que tão brilhantemente guia a vossa acção governativa.

Um grande RAUF para todos!

Domingo, Dezembro 03, 2006

Não quero jogar nesta selecção


Terça-feira, Novembro 21, 2006

Toma lá, Gorducho!


O Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Dr. José Magalhães, veio hoje a público dizer que as viagens de baixo custo facilitam o acesso à escravatura. Curioso, eu sempre pensei que permitissem o acesso a viagens para pessoas com menos posses. Mas afinal não, este senhor, do alto da sua sabedoria, concluiu que é um canal pelo qual se facilita o tráfico de pessoas, como se o tráfico estivesse dependente de mais ou menos 150 euros por pessoa. Estou mesmo a ver que a solução irá passar não por um controlo das pessoas que circulam mas por um aumento ou extinção deste tipo de tarifa, ou não estivéssemos na presença de um iluminado.

Sr. Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, deixo-lhe aqui uma humilde sugestão: vamos lixar esses sacanas dos gordos, que andam a fazer aumentar a percentagem de obesos por esse mundo fora. Não, nada de incentivar comida saudável ou prática de exercício físico. Basta aumentar o preço da comida...

Um grande RAUF para todos!

Domingo, Novembro 05, 2006

Fotos



Sábado, Novembro 04, 2006

O caminho

A inveja

Domingo, Outubro 22, 2006

As cortinas

Bom, como o mote está dado começo por me interrogar sobre as mil e uma maneiras de deixar entrar o sol ou tapá-lo. Isto simplesmente pela puta da dificuldade em colocar uns simples cortinados que assentam nas variadissimas posições que um simples varão pode ter. Colocação lateral ou frontal, com fio na esquerda, na direita ou no centro, colocação isométrica do mesmo prevendo o local dos parafusos em local de pedra mole, invenção de presilhas consoante o tipo de cortina dupla ou simples, nível de transparência da cortina para regular o nível do sol a consumir, comprimento da cortina para evitar o efeito de arrastadeira, colocação exacta para dar acesso às persianas exteriores, côr da cortina prevendo acesso a humores positivos e inspiradores, distância da parede para evitar atritos desnecessários. Tudo técnicas de sabedoria fruto da maior ou menor experiência em tal arte.

Sábado, Outubro 21, 2006

De Zero a +Infinito

Ok, após and after et aprés aqui estamos nós para iniciar esta escalada, escalade, e scalade com o intuito intuitivo ou não de construir algo num BLOG, GLOG, ou aquilo que lhe queiram chamar. LET'S GO!

*** Este é o momento de reunir energias, cinergias, pensamentos, filmes, criticas, posições, complicações ou descomplicações e algo mais que se sugere ao STAFF colaborativo, colaborante ou participante deste espaço. Está aberta a praça, intervenham ou intirvam conforme pensem e escrevam o que lhes aparecer na mioleira.

Quarta-feira, Outubro 11, 2006

Post-Scriptum

E pronto ... é enfim chegado o momento solene. Post-scriptum para todos, um post póstumo para mim. Sim, o observador irónico retira-se, com um motivo muito nobre: a sobrevivência das minhas 8 crias. Neste momento ainda imberbes, crescerão robustas e esbeltas como o progenitor. Serão educadas no extenso e admirável mundo novo virtual. Não quero correr o risco de, quiçá num momento de despudorada loucura, tentarem ler algo que o progenitor tenha escrito num passado recente, o por enquanto presente. Imagino a reacção:
- Bolas... não sabia que o nosso esbelto progenitor era tão idiota.
- O velho fumava ganzas ou quê??
- Quem é a Tatiana Romanova?
- K raiox d palavrax é ke o velho utlijava?
- Tatiana Romanova... Tatiana Romanova ...
- Ai ai... o papá disse três vezes merda e sete vezes cabrão...
- O que é um vernáculo?
- O que é um voyeur?

Pois ... evitarei tudo isto imolando-me na sagrada pira do conformismo, e deixando este espaço onde as ideias são tão abundantes que merecem ser partilhadas. Disso se encarregarão vocês meus caros.

Utilizando o simplex Socrotiano: estava a ouvir o « E depois do Adeus ».. a voz suja e pungente do Paulo sussurrou-me, cheia de sapiência, a senha de uma antiga revolução de flores:
« Quis saber quem sou... o que faço aqui »...

Mantenham viva a revolução e um até sempre!

Domingo, Outubro 08, 2006

As fotos do chupa





Sexta-feira, Outubro 06, 2006

Direito ao contraditório.

Deixo-vos aqui algumas contradições deste nosso pequeno burgo:

Legislação do aborto na AR
- Contradição óbvia que quase requer uma viagem astral... como podem os abortos legislar sobre eles próprios?
- Esse pequeno grande herói chamado Vitor, o Robin Hood de Setúbal, que assaltou a agência BES local pela morosidade de um empréstimo. Pergunto: se o nosso aventureiro fosse bem sucedido, pagaria ao banco a mensalidade?
- Esse símio que já se chamou Tatiana Romanova afirmar-se como « o verdadeiro paladino da moral do jet set nacional ». Desconhecia que o significado de paladino fosse palhaço, apesar da semelhança entre ambas as palavritas.
Esta vai com o consentimento do meu estimado Alexandre Pais, jornalista demérito ( sim, tudo junto, que ao molho é que é bom ):
- «Deficientes em protesto, cercaram o palácio de São Bento, em 1976».
Gostaram tanto, tanto, que nos dias de hoje ainda lá andam...
- Anita faz 30 anos. ( Falem agora na Lili, das plásticas, do botox... vá, falem! )
- Tatiana Romanova faz trinta anús.
- 25.ooo professores descem a Avenida da Liberdade de luto e em luta .
- 25.000 homens casados da classe média-alta procuram no alto da Avenida da Liberdade um puto ou uma puta.
- O vernáculo do voyeur já tresanda.

A todos, um bom fim de semana.

Quinta-feira, Outubro 05, 2006

Atitude..

A avó era o que se chama, uma “ mulher e peras”. Tinha um brilho especial e incutia-nos os seus sentires e saberes de uma forma tão especial, que muitas vezes dava por mim a pensar “quando crescer quero ser como ela” Tinha um pensamento livre, quer de preconceitos e etiquetas ridículas que só levam a mágoas absurdas. Desigualdades de géneros naquela cabeça não existiam…bem, nem outras, diga-se. Recordo-me de, em jeito de galhofa, num serão à lareira…(ah..como eu gostava daqueles serões quentes, com os netos todos à volta, de olhar atento absorvendo-lhe cada som, cada gesto) estava a desviar-me, dizia eu, de nos contar como “domou” o avô nos primeiros tempos de casados. Teimosamente, um dia, quase que a obriga a vestir as suas calças, "experimenta vesti-las!"..."não me servem, são enormes", responde ela. "Precisamente, Eu é que visto calças, logo o homem da casa sou Eu, estamos entendidos?"
Claro que a avó não desarmou e já lhe adivinhávamos a resposta.
"Entendidíssimos Francisco e, sabendo que tu nunca caberás nas minhas cuecas, não as tiro, enquanto não mudares de atitude."

Viveram juntos durante 60 anos e ela tirou-as, sem nunca abdicar de si.

Boa noite...ainda.

Lindo, lindo, lindo

Como o prometido é devido, destaco esta maravilhosa poesia no blog do voyeur:

Novo colaborador

Como devem ter reparado, as Noticias do Chupa incluiram esta semana no seu pacote editorial, alguma matéria de um novo colaborador de seu nome Voyeur. Estamos esperançados chegar cada vez mais longe através da visualização atenta dos seus artigos. Deixo aqui uma recomendação especial para a sua página pessoal, a qualidade dos seus textos, a escolha criteriosa das imagens e principalmente a música, um refúgio para deixar qualquer mente com os pêlos dos braços em pé.

PAGINA PESSOAL VOYEUR

Rita

Quarta-feira, Outubro 04, 2006

Pensamentos

A complexidade da mente leva-me a interpretações não exactas em textos escritos por pessoas inteligentes. Será que namorando a ironia, caso com a incorrecção?
Por outro lado alguma falta de informação em determinados temas, leva-me a integrar textos de complexidade pensada em simplicidades descomplicadas.
Não se tornará mais simples não pensar nas coisas descomplicando tudo?

Terça-feira, Outubro 03, 2006

A mim ninguém me pôe a pata em cima!!

Não sei se será uma história se uma estória, mas estou convicto que é real. Existe uma espécie entre nós ( aguarda classificação ) que eu, leigo na matéria Darwiana, classifico como « Ninguém me pôe a pata em cima!!! ... Este espécimen será detectado através de comportamentos básicos e, normalmente, migratórios. Imaginemos o exemplar « First especimen Trogloditus Anonimus » ( avisei que não havia classificação, mea culpa )... O espécimen encontra-se em qualquer local laboral onde é, obviamente, subjugado por outrém... após um exaustivo dia de trabalho ( vulgo jorna ) vai aconchegar o espirito e criar um pseudo-ego no café do seu habitat natural. A frase mais conhecida do espécimen será: « Hoje salvei o dia... sem mim os gajos não se desenrascam... sou fundamental.... ( esta fez-me rir, agora... esperem um pouco...pronto. Continuemos )»... O espécimen tem tendência para se tornar num alegre peixe-palhaço, bradando estridentemente « Não!! A mim ninguém me pôe a pata em cima!». Um voyeur desatento como eu, captou um toque polifónico da Floribela... o espécimen corre para a rua, salvaguardando-se da audição alheia e ... resumo-lhes a conversa:

- Chefe... desculpe... agora já posso atender. Tinha pouca rede, sabe?...
- Sei, sei... ó meu perfeito imbecil, a sandosca que me deixaste não era de carne assada, era um mero panado!
- Queira desculpar, chefe ... com tanta consideração por si achei que precisava do ovinho... amanhã, vou compensá-lo chefe.

Voltando ao café, diz ufano o espécimen: » Cambada de nabos! Era o meu chefe a querer por-me a mão em cima... a mim ninguém me pôe a mão em cima!!! Eu bem sei que assim que assim que eu saio, aquilo fica entregue aos bichos»...

O espécimen em causa considera ser da mais elementar justiça, ser « o homem da casa » já que dificilmente o será noutro habitat qualquer... na cama, cometeu um erro.... O voyeur estava atento:
- Sim, filha, sim, vá... só eu te ponho a pata em cima... diz, dizzzzzzzzz..
- Sim... só tu... só tu...
- Só euuuuuu te ponhooo a-a-as paatassssss em cimaaaaaa...
- Sim! Só tu... Amor, deixa-me ficar em cima um bocadinho...
( Som agudo de agressão na face, seguindo-se o grito:)
- Ninguém me pôe a pata em cima!!!!

Façamos disto uma história ou uma estória... e desculpemos o espécimen, mais uma vez, pela sociedade em que foi inserido. Eu próprio estou convicto que se o idiota do Geppeto fizesse o Pinóquio com a madeira da cruz de Cristo, o cabrão do boneco não mentiria....

'TÁ DE CHUVA

Quatro homens casados foram pescar.

O primeiro homem disse:
- Nem imaginas a trabalheira que tive para poder vir pescar... Tive que prometer à minha mulher que pintaria a casa inteira no próximo fim de semana.

O segundo homem disse:
- Isso não é nada! Eu prometi à minha mulher que construiria uma piscina no jardim de casa.

O terceiro homem disse:
- Sortudos! Eu tive que prometer que lhe iria remodelar a cozinha.

Eles continuaram a pescar, até que perceberam que o quarto homem não tinha dito nada.
- E tu o que tiveste de prometer à tua mulher?

O quarto homem respondeu:
- Pus o despertador para as 5:30h da manhã. Quando o relógio tocou, dei-lhe um toque e perguntei:
- Pescaria ou Sexo? E ela respondeu-me:
- Leva um agasalho...


Recomendações Astrológicas:
1. Caso seja um destes pescadores, não despere! Envie a sua data de aniversário e dar-lhe-ei a solução de pescar sem ter que fazer promessas herculeanas, ter sexo ou as três coisas no mesmo dia.

2. Caso seja a esposa de um destes pescadores, indique a sua data de aniversário e o que gostaria de ter como prenda.

Se por acaso é caçador ou esposa de algum, chapéu de chuva para amanhã...

Mag'Ana

Como acabar com a corrupção no futebol?

Dois dirigentes desportivos nacionais foram a tribunal por alegada corrupção desportiva. O juíz disse:

- Vocês até parecem gajos porreiros, apesar desse mau aspecto e do vocabulário limitado, em vez de os meter já na prisão, vou dar-lhes uma segunda oportunidade. Quero que durante a próxima semana falem com todos os dirigentes que puderem e lhes façam ver que a corrupção não é boa para o futebol, afastando-os para sempre desse caminho! Voltem para a semana!

Na semana seguinte compareceram os dois perante o juíz, como combinado.

- Então como correu a vossa tarefa? Perguntou o juíz.
- Eu consegui persuadir 1 dirigente, nunca mais enveredará pelo caminho da corrupção.
- Isso é muito bom, como fez?
- Usei um desenho, caro juíz, desenhei dois circulos assim...


... e disse (apontando para o circulo grande) que esta era a credibilidade que deveriamos construir para o futebol, e que esta é a credibilidade existente nesta altura (apontando para o circulo pequeno).
- Isso é magnifico! Disse o juíz. Voltou-se depois para o segundo dirigente e perguntou:«Então e você, que resultados conseguiu?»
- Eu consegui persuadir todos os restantes dirigentes, menos 1, cerca de 1930 por todo o país, só um não consegui!
- Fabuloso, nem tenho palavras, como fez?
- Desenhei dois circulos, apontei para o mais pequeno e disse: Este é o teu cú antes de ires para a prisão.



PS: Qual será o dirigente que ele não conseguiu convencer?

Segunda-feira, Outubro 02, 2006

Algures em Maiorca City

Toueee? Já está a gravar? Ahnnn? Já tá?!?

O Notícias do Chupa internacionalizou-se. Tinha de acontecer um dia, näo é? Um Blog täo poderoso (pausa para ir dar um mergulho) näo poderia ficar para sempre confinado às fronteiras de Portugal (pausa para ir buscar uma Cuba Libre). E foi assim (pausa para outro mergulho) que foi inaugurada a delegaçäo Chupista (pausa para ir buscar uma caipirinha) em Maiorca, tendo como correspondente efectivo por uma semana (pausa para galar duas inglesas avantajadas que cruzaram o meu campo de visäo) o Rafeiro Perfumado (pausa para fugir da minha jove que näo gostou que eu me tivesse demorado mais de 13 minutos a galar as inglesas avantajadas).

E agora que está feita a inauguraçäo, despeço-me, para poder ir dar uns mergulhos, beber uns copos e apreciar as vistas.

Um grande RAUF para todos!

PS: desculpem a ausência de imagem alusiva mas o dinheiro que meti nesta treta näo deu para mai...

Canibalismos

. Ando a ver se como a Paula, mais 2 noites e está no papo!!
. O Luís comeu a Patrícia ontem à noite sabias? Ah ganda bolinha!
. Sabes aquela gaja que eu conheci na net?!Foi trigo limpo, já a comi.
. Comia-te toda! Diz ele ao passar.. (toda?? Este é sem duvida o cumulo do verdadeiro "garganeiro” )

Que é isto? Andamos em práticas canibalescas?

Pergunto-me até onde irá o desrespeito pela figura Mulher, e isto, só tendo em conta as 3 frases ouvidas àquele grupinho de café, não perdendo a oportunidade de as repetir em muitos outros locais públicos, com a sonoridade característica dos fanfarrões, (alto e bom som) sem o mínimo pudor, por forma a que todos se certificassem da sua "masculinidade".

O outro foi um “mimo” dirigido que, a seguir o primeiro impulso, lhe teria dito que não tinha dentes para tal .

Já para não falar nas ofertas” do maior orgasmo da vida.( Grande coisa, isso até nós nos damos, duhh!)

Há cada um…